Petro y Cepeda cambian estrategia hacia el balotaje

A menos de três semanas do balotaje presidencial, Gustavo Petro e Iván Cepeda decidiram abandonar o plano de convocar uma Assembleia Constituinte através da coleta de assinaturas. Essa escolha surgiu após a vitória da oposição na primeira volta e busca unir forças para a reta final da eleição.

Em declarações públicas, tanto o presidente colombiano quanto a equipe de campanha de Cepeda disseram que seguir adiante com a proposta constitucional já não faz sentido no atual cenário político. Agora, a prioridade é fortalecer a candidatura oficialista e barrar a oposição liderada por Abelardo de la Espriella.

Petro comentou em suas redes sociais que a decisão dos eleitores nas últimas eleições evidenciou uma divisão profunda na sociedade. Ele afirmou que essa divisão impossibilita que o povo convoque a si mesmo e que isso pode abrir espaço para “métodos de fascismo violento”.

A proposta de uma Assembleia Constituinte estava presente durante boa parte da gestão do governo. A ideia era que uma reforma na Constituição ajudasse a destravar projetos ligados à saúde, trabalho e pensões, além de promover direitos sociais mais robustos. Contudo, durante a campanha, essa proposta se tornou um dos principais alvos de ataque contra Cepeda, que é um aliado político de Petro.

Com a decisão de arquivar o projeto, o governo sinaliza uma mudança estratégica, agora focando na disputa direta contra De la Espriella, que obteve 43,74% dos votos nas primárias, em comparação aos 40,90% de Cepeda, segundo os resultados preliminares.

Outra decisão judicial nas eleições na Colômbia: proibido usar a camiseta da Seleção

Enquanto o rumo da campanha se redefine, a Justiça colombiana entrou em cena por meio de uma decisão que envolve De la Espriella. Uma juíza de Bogotá proibiu o uso da camiseta da seleção colombiana como símbolo político, após uma ação de grupos de esquerda.

A decisão estipulou que ele deveria “cessar imediata e definitivamente” o uso da camiseta como identificação do seu partido, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer outro meio.

O opositor, conhecido entre seus seguidores como “El Tigre”, costuma usar a camiseta nacional em eventos partidários e em aparições públicas. Sua militância até adotou essa imagem, complementando-a com a figura de um tigre estampada.

Essa controvérsia ecoa situações que já ocorreram em outros países da região, como o uso frequente da camiseta da seleção brasileira pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante atividades políticas.

Com a Assembleia Constituinte fora do jogo e a campanha se aproximando de seu clímax, o governo agora deposita suas fichas em polarizar a eleição entre Cepeda e De la Espriella, numa segunda volta que vai decidir quem ocupará a Casa de Nariño entre 2026 e 2030.

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