Compra 20 aviones modernos para actualizar su flota
Aerolíneas Argentinas está dando um passo importante em sua modernização ao anunciar a entrada de 20 novos aviões a partir de 2027. Esse movimento representa uma renovação significativa de 25% da sua frota total e 60% dos aviões que fazem voos de longa distância. Um alívio para quem viaja e uma ótima notícia para a companhia!
Os contratos para uma parte desses novos aviões foram firmados durante a Feria Internacional de Farnborough, no Reino Unido, um dos maiores eventos do setor aéreo. Nesse encontro, a Aerolíneas selou acordos com empresas de leasing para garantir a chegada dos novos modelos. Essa estratégia faz parte de um plano maior que foi anunciado em novembro de 2025.
O investimento será feito inteiramente com recursos próprios, um sinal do progresso que a empresa tem feito, especialmente depois de dois anos consecutivos gerando resultados operacionais positivos. Em 2025, eles atingiram um lucro de u$s120,7 milhões, e tudo isso sem depender de ajuda do governo.
Esse novo projeto, que ficou conhecido como Plano de Frota 2027-2031, foi apresentado em um momento em que a Aerolíneas se comprometeu a avançar com a sua renovação e expansão, sempre com foco na rentabilidade, sem ficar dependendo do Estado. A ideia é não apenas modernizar a frota, mas também reduzir custos operacionais, melhorar a eficiência energética e aumentar a qualidade do serviço, tanto em voos internos quanto internacionais.
Como será a chegada dos novos aviões
O cronograma estabelece a incorporação de seis Airbus A330neo, oito Boeing 737 MAX 10 e seis Boeing 737 MAX 8. Durante a feira, a empresa formalizou os contratos de 14 aeronaves: os seis A330neo e os oito MAX 10. Os demais MAX 8 seguem em processo de aquisição.
De acordo com os planos, o primeiro avião vai chegar no primeiro trimestre de 2027, logo com um Boeing 737 MAX 8. Mais aeronaves MAX 8 se juntarão durante o mesmo ano, enquanto a chegada dos Airbus A330neo começará no primeiro semestre de 2028. Essa entrega escalonada está pensada para garantir que a operação siga fluida durante a renovação da frota.
O foco não está só em aumentar a capacidade, mas também em melhorar a eficiência. Os Boeing 737 MAX 8 vão acomodar 170 passageiros, enquanto os MAX 10 levarão até 217 passageiros, tornando-se os aviões com maior capacidade para viagens internas e regionais. Ambos prometem uma redução de cerca de 20% no consumo de combustível, o que implica em custos operacionais mais baixos e menos emissões.
Os novos Airbus A330neo irão substituir gradualmente os A330-200, que são os que fazem os voos de longa distância. Cada um desses modernos aviões terá 291 assentos, sendo 30 em classe Executiva, 24 em Premium Economy e 237 em Economy, uma novidade para aumentar a oferta internacional da companhia. Além disso, eles terão um alcance de 13.334 quilômetros e um consumo 25% inferior ao dos modelos antigos.
A Aerolíneas também planeja reconfigurar as cabines dos A330 que continuarão em operação e vai implementar novos sistemas de conectividade a bordo, assim como melhorias no conforto. O objetivo é adaptar a oferta às crescentes demandas de voos internos e internacionais, trazendo a companhia para perto dos padrões das principais empresas da região.
Melhorando a operação, o debate sobre privatização parece distante
Fabián Lombardo, presidente da Aerolíneas, comentou que a formalização desses acordos em Farnborough é um sinal claro de confiança da indústria na companhia. Ele destacou que isso resulta de uma gestão focada na eficiência e na rentabilidade, além de reafirmar que a empresa está voltando a investir e renovar sua frota.
Considerando a atual composição da frota da Aerolíneas, que conta com 24 Embraer 190, 7 Boeing 737-700, 28 Boeing 737-800, 12 Boeing 737 MAX 8, 10 Airbus A330-200 e 2 Boeing 737-800 cargueros, a chegada de 20 novas aeronaves representa uma renovação de cerca de 25% da frota ativa.
Essa decisão de investir dessa forma foi possível graças ao desempenho financeiro positivo nos últimos anos. Em 2024, a Aerolíneas reportou um resultado operacional de u$s56,6 milhões e, em 2025, esse número subiu para u$s120,7 milhões, mais que o dobro do ano anterior.
Essa situação foi simbólica para a empresa, pois foi o primeiro exercício desde que o Estado argentino tornou-se novamente acionista majoritário onde a Aerolíneas não recebeu transferências do Tesouro Nacional.
Além disso, a Aerolíneas tem mostrado um desempenho cada vez mais positivo na recuperação do mercado nacional e regional, ampliando o uso da frota e melhorando a pontualidade. Esses fatores têm sido fundamentais para elevar os seus ingresos, tudo isso enquanto continuam buscando uma redução dos custos e uma eficiência operacional maior.