Candidatos de derecha fortalecen su posición en las encuestas
A poucos dias das eleições no Peru, o clima político está bem agitado. Os principais candidatos da direita, como Keiko Fujimori, Rafael López Aliaga e Carlos Álvarez, estão se destacando nas pesquisas de intenção de voto. Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, lidera os números com cerca de 13% de apoio, segundo os institutos de pesquisa Ipsos, Datum e CPI.
Essa é a quarta vez que Keiko se lança à presidência, e sua campanha tem um forte apelo pela segurança. Uma de suas propostas é tirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Isso, segundo ela, permitiria fortalecer a resposta do governo contra o crime, algo que tem gerado polêmica.
Carlos Álvarez e o ex-prefeito Rafael López Aliaga vêm logo atrás nos números, cada um com cerca de 9% de apoio. Assim como Keiko, eles também estão apostando em discursos que prometem uma abordagem mais rígida para combater a insegurança que assola o país.
Crisis Social em Peru
A situação da segurança no Peru é preocupante. O país enfrenta uma crise de violência, com dados alarmantes. Em 2025, foram registrados cerca de 2.200 homicídios relacionados ao crime organizado, além de um aumento de 19% nos casos de extorsão. As estatísticas são um lembrete constante do desafio que os cidadãos enfrentam no dia a dia.
O Desafiante Cenário Eleitoral
São 35 candidatos que disputam a presidência, um verdadeiro recorde. As eleições, marcadas para o domingo, 12 de abril, poderão levar a um segundo turno, caso nenhum candidato alcance a porcentagem necessária para vencer.
Se as tendências atuais se mantiverem, um novo governo de direita poderá assumir em 28 de julho. Essa onda conservadora não é exclusiva do Peru. Movimentos semelhantes têm tomado forma na América do Sul, com líderes como Javier Milei na Argentina e Rodrigo Paz na Bolívia se destacando. Tudo isso em meio a uma democracia frágil, onde o país já teve nove presidentes diferentes nos últimos dez anos.