Aumentaremos 50% las exportaciones con obra clave en Vaca Muerta
Compañía Mega acaba de dar um grande passo em sua trajetória de 25 anos. Recentemente, inaugurou um novo trem de fracionamento em Bahía Blanca, um projeto que envolveu um investimento de 260 milhões de dólares. Isso significa que a capacidade de produção de líquidos do gás natural (NGLs) pode aumentar em até 50%. Essa expansão está perfeitamente alinhada com o crescimento da região de Vaca Muerta e o aumento da produção de gás natural na Cuenca Neuquina.
Desde que começou suas operações em 2001, a Mega se consolidou como um dos principais nomes no setor midstream argentino. Hoje, a empresa processa cerca de 40% do gás natural produzido na Cuenca Neuquina e conecta Neuquén a Bahía Blanca por meio de um poliduto de 600 quilômetros. É também o maior exportador argentino de GLP e gasolina natural e fornece etano para a indústria petroquímica do país.
Tomás Córdoba, o atual CEO da Mega, é o responsável por liderar essa nova fase da companhia desde 2024. Formado em Direito pela Universidade de Buenos Aires e com uma especialização em finanças, Córdoba traz mais de 15 anos de experiência na indústria de energia. Antes da Mega, ocupou posições de destaque na MetroGAS e em outras empresas do setor.
Em entrevista, ele comentou sobre a importância desse novo investimento e como a Mega se posiciona para o futuro da Vaca Muerta.
O impacto do novo trem de fracionamento
Córdoba ressaltou que a inauguração representa um momento único. “É uma obra de grande magnitude, com três anos de execução, que nos coloca em uma posição privilegiada para o futuro”, disse ele. A Mega está ampliando sua produção de etano, propano, butano e gasolina natural, acompanhando o crescimento da produção na Vaca Muerta.
Ele destacou que a infraestrutura criada há 25 anos foi desenhada para processar líquidos do gás natural. Agora, a Mega busca repetir esse sucesso, mas com um foco renovado na Vaca Muerta, que desempenha um papel crucial na produção de shale.
Expectativas de produção
Atualmente, a Mega já alcançou uma produção média de 5.160 toneladas diárias. Com essa nova fase de investimentos, estimados em 360 milhões de dólares, a companhia espera aumentar essa capacidade para cerca de 7.200 toneladas por dia. Esse crescimento representaria praticamente um aumento de 50% em relação aos níveis atuais.
Novos investimentos em infraestrutura
Os novos investimentos já estão em andamento e incluem a construção de duas novas estações de bombeio, além de outras obras complementares. A previsão é que tudo esteja concluído até 2028, o que permitirá aproveitar ao máximo a nova capacidade do trem de fracionamento.
As estações serão localizadas em La Adela, na La Pampa, e em General Roca, no Rio Negro, aumentando o fluxo de líquidos de gás natural para Bahía Blanca. Isso é fundamental, já que a companhia precisa garantir que mais líquidos cheguem para processamento.
Financiamento e impacto nas exportações
Para financiar essas grandes mudanças, a Mega combinou diferentes estratégias. Em 2022, a empresa emitiu obrigações negociáveis no valor de 60 milhões de dólares e ainda conseguiu um financiamento bancário de 100 milhões de dólares.
Quanto ao impacto nas exportações, se a companhia faturou 650 milhões de dólares em 2025, com uma previsão de 400 milhões vindos das exportações, um aumento de capacidade de 50% pode resultar em um crescimento proporcional nas receitas. Produtos como propano, butano e gasolina natural, que têm um perfil de exportação forte, devem puxar grande parte desse aumento, especialmente porque o mercado local já está saturado.
Perspectivas futuras
Córdoba se mostrou otimista sobre o futuro do setor energético argentino. “Argentina possui recursos abundantes e precisa de investimento, infraestrutura e empresas dispostas a participar desse desenvolvimento”, afirmou. A Mega acredita que as oportunidades nas novas fases de expansão são grandes, continuando a explorar onde investir para gerar valor e acompanhar o crescimento energético do país.