China protegerá a sus empresas tecnológicas de inversiones de EE. UU.

Beijing está tomando medidas firmes na sua batalha comercial e tecnológica com Washington. O governo chinês decidiu orientar as principais empresas do setor, incluindo startups de inteligência artificial, a rejeitar investimentos dos Estados Unidos sem uma autorização prévia do governo. Esta ação certamente eleva a tensão entre os dois países e visa proteger tecnologias consideradas sensíveis à segurança nacional.

As instruções já começaram a circular entre diversas empresas, com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e outros órgãos reguladores notificando-as a declinarem financiamento originário dos EUA nas rodadas de investimento. Apenas com o aval explícito do governo será possível aceitar esses investimentos, segundo fontes familiarizadas com a situação.

Entre as companies afetadas estão a Moonshot AI e a StepFun, que são vistas como grandes promessas no cenário de IA na China. Além delas, a gigante ByteDance, responsável pelo TikTok, também está na mira. O governo proibiu a venda secundária de ações a investidores americanos sem a aprovação oficial.

Essa decisão reflete um contexto mais amplo, especialmente após o polêmico negócio da compra da startup de IA Manus pela Meta, avaliada em mais de 2 bilhões de dólares em 2025. Essa transação gerou investigações sobre a entrada de capital estrangeiro em empresas chinesas e levantou receios sobre a transferência de tecnologia avançada para fora da China.

Segurança nacional e a relação com o Vale do Silício

A escalada da China é uma resposta direta às ações dos Estados Unidos, que, por sua vez, já haviam restringido investimentos americanos em empresas de IA, semiconductores e computação quântica, sob o pretexto de segurança nacional. O governo de Xi Jinping tem como principal objetivo evitar que o capital americano controle tecnologias cruciais para a segurança da China.

Entretanto, essa relação financeira entre as duas potências é histórica e complexa. Nos últimos anos, fundos de risco como Sequoia Capital e Benchmark investiram pesadamente no ecossistema tecnológico chinês. Ao mesmo tempo, empresas como Apple, Microsoft e Tesla estabeleceram laços operacionais profundos no país. Além disso, fundos de pensão e fundações dos EUA também financiaram iniciativas voltadas para o mercado chinês, contribuindo para o crescimento de plataformas digitais, veículos elétricos e IA.

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