Con consumo deprimido, juguetes crecen menos que la inflación
A poucos dias da celebração dos Reis Magos, um levantamento recente mostra que a tradição permanece forte nas casas argentinas, mesmo em um contexto de consumo mais cauteloso. O estudo analisou os dez brinquedos mais populares entre as crianças, avaliou a evolução dos preços ao longo do ano e investigou as principais promoções em bancos, marketplaces e supermercados.
De acordo com as projeções da Focus Market, mais de 70% da demanda por presentes nesta época se concentra em brinquedos, roupas e livros didáticos. Para ser mais específico, cerca de 38% dos consumidores devem escolher brinquedos, enquanto 20% optarão por roupas e 14% por livros educativos. O restante se distribui entre outras categorias de produtos.
Damián Di Pace, diretor da Focus Market, explica que essa tendência reflete não apenas a tradição cultural, mas também a preferência das famílias por produtos que têm valor educativo e recreativo. Mesmo com a seletividade no consumo, a busca por brinquedos e itens que incentivem o aprendizado segue forte.
Preços com aumentos moderados
O relatório destaca que, no caso dos brinquedos, os aumentos de preços se mantiveram abaixo da média da inflação. Essa tendência se deve à intensa competição no setor, onde as empresas absorveram parte dos custos para manter as vendas em uma data tão significativa no calendário comercial.
A elevada concorrência resulta em aumentos de preços mais modestos, acompanhados de promoções e descontos atrativos. Isso ajuda a garantir que as vendas permaneçam estáveis em um cenário econômico desafiador.
Analisando cinco brinquedos representativos, o aumento de preço médio foi de 33%. Por exemplo, um jogo de memória que custava $28.491 em 2025 agora é vendido por $37.990 em 2026.
Quando falamos sobre onde as compras estão sendo feitas, o informe revela que o canal tradicional ainda é o preferido. Os centros comerciais abertos são responsáveis por 30% das vendas, seguidos pelo comércio eletrônico, que ocupa 28%. Dentro desse ambiente digital, os marketplaces respondem por 38% das transações, enquanto os sites próprios das lojas representam 30%. O Instagram, por exemplo, contribui com 18%, e o Facebook com 8%.
Os shoppings seguem com 22% das compras, com o restante dividido entre outros formatos comerciais.
Neste cenário de consumo mais prudente, a moderação dos preços e a variedade de promoções aparecem como pontos-chave para manter as vendas em uma das datas mais tradicionais do comércio argentino.